segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

paciência!


Às vezes, há que se explorar mais friamente o eu nosso.
Tomados de cóleras e carregados de amores voluptuosos, perdemo-nos em agonias.
Servindo-se em banquetes de ácidas dores e bebericando incessantemente do absinto remoer, o corpo sofre indigestão overdósica e desmaia (como em reflexo da perda de controle de si).
Então, estouram alucinações de presenças com quê de neblina fina e rápida, entoando palavras com asas angelicais – ou demoníacas. Assim mesmo: depois de dar as caras pelo sub e in, elas visitam o consciente.
É então que se espirra sensatez. Após olhar um amontoado desconexo e ter se iludido: castelo, recobra-se o ceticismo.
Porque pisar em chão compacto é chato e frio, mas também é necessário.
Viver de neverlands seria realmente incrível. Porém, um ciclo não é um ciclo se não percorre todas as extremidades.
E viver no extremo do morango vermelho é ilusão. Aliás, morango é pseudofruto. Pseudo: o que aparenta mas não é.
Mas o que eu queria falar mesmo – eu tenho um problema chato de fugir do assunto – não era assim, pessimista e tristonha. Era sobre as fases em que vivemos em estado de dormência.
São essas as perigosas, os repuxos, redemoinhos, as ressacas. Nessas, reinventar trilhas sem seguir rastros é prova fatal.


"Se cada dia caidentro de cada noite,
há um poçoonde a claridade está presa
Há que sentar-se na beirado poço da sombra e pescar luz caídacom paciência."
ps.Agora fui-me pra academia! \o/

Um comentário:

Guii disse...

Momentos de dormência são ruins! Mas também são necessários...


Domingo,
Ressaca Friends... é nós mais uma vez! =PPP