domingo, 28 de dezembro de 2008

Porque continuar tendo esperanças...



Eu sou uma pirralha de merda, da estirpe dos mais insignificantes que poderiam ser banidos do planeta por ineficiência múltipla. Mas cá, de forma ou outra, eu continuo aqui, com o ar (ou a falta de) graça.
Mais um ano chega ao seu fim (digo, faltam alguns dias e o mundo ainda pode explodir a qualquer momento, deixar que tudo acabe se tornando poeira interestelar). Mas de qualquer forma, jeito ou trejeito, um ano a menos ou um ano a mais.
para os pessimistas um copo meio vazio, para os otimistas um copo meio cheio.
eu não sou otimista. e muito menos pessimista. um tom não resulta no outro, sempre. agora eu apenas enxergo um ano que acaba imendado em outro que começa. Para quem não sabe uma das únicas mudanças que estou fielmente certa é da minha transfêrencia de faculdade.
Fora isso, eu não sei bem o que vai mudar para mim (e para o mundo) com a entrada de 2009. Talvez as guerras findem, a fome seja reduzida e as curas para muitas doenças sejam descobertas por médicos e cientistas incansáveis e trancafiados em laboratórios pelo bem maior da humanidade. Ou pode ser que a crise dure uns quarenta anos mais, que guerras nucleares tragam o frio da guerra fria novamente e que o Messias negro da casa branca não faça ninguém acreditar que os estados unidos possam voltar ao lugar do crime.
Se eu fosse mãe Diná ou se me importassem as previsões, seria fácil prever que vamos perder muitos e vamos ganhar outros. ou que ficaremos todos no mesmo lugar.

Eu não acredito que de um ano para o outro a paz apareça, porque bem na verdade, todo mundo sabe que o crescimento de países emergentes é só uma estipulação, que papai noel não existe, que a África vai continuar precisando de ajuda, que São Paulo vai inundar ano após ano e que a terra está derretendo, e que a paz não é feita de um ano só.
O que a gente pode desejar não é o pão inteiro, de uma só vez garganta abaixo, mas sim migalhas. pequenas e palpáveis. de grão em grão... construímos a paz gradualmente, em nossos dias, nas pequenas ações de respeito e generosidade.
Amor incondicional por todos é hipocrisia pregar. sabemos que o mundo tem problemas de décadas, séculos e milênios. coisas e casos que a humanidade não engole, e que precisa ficar atirando uma na cara da outra.
Sabemos que o respeito pode curar a doença da intolerância e boa parte da violência gratuita que parte dela - mas sabemos que isso não se faz da noite pro dia, de um ano para o outro.
Os nossos desejos de boas festas, de esperança e paz ainda são válidos. não porque possam materializar-se em frente aos nossos olhos, num piscar destes. Mas porque são os nossos desejos, graduais e conjuntos, que nos impulsionam a não desistir. a não largar a boa fé de mão e o respeito como máscara fugaz.
A gente sabe que viver é difícil, mas é só o que temos.
" la vida es jodida, hay que luchar por cada boca de aire , y mandar la muerte al carajo".

Por isso, neste "novo" (velho) ano que se anuncia, eu não faço votos prontos de felicidade paz e amor. Eu faço votos de coragem e força de vontade porque, bem na verdade, mais importante do que os nossos planos que se concretizam são aqueles que, mesmo não resultando no esperado, resultam em alguma coisa.
Que merece importância.

Boas festas! ^^

2 comentários:

Guii disse...

Pra qual facul vc vai??

Longe daqui, né! =/

Boas festas!

"Mas é claro que o sol, vai voltar amnhã...
Mais uma vez, eu sei!"

Ele sempre volta...

sakae. disse...

oh, muito tocante!!!

parabéns, muito, muito bom...