Não adianta, por mais que eu tente, parece que eu nunca vou conseguir entrar no compasso do mundo. Quando ele vai pra direita, eu estou na esquerda; quando ele diz sim, insistentemente eu penso que não; quando ele vai, eu já estou voltando.
E é sempre assim, dessa minha maneira desengonçada, que eu tento me relacionar com os outros e, não obstante, me desaponto com atitudes que para outros pareceriam comuns, mas que para mim vai além do admissível.
Eu olho pro mundo e não me vejo lá. É nos livros, nas músicas, na natureza e nos gestos de algumas raras pessoas que me encontro, me entendo, me identifico.
Não é que eu tenha medo dos outros. Acontece que eu simplesmente não sou capaz de entender a maioria deles: o que os motiva a agir como agem, o que buscam para si, o que esperam dos outros. E não é por falta de pensar! Já virei noites em claro tentando entender as leis estranhas que regem a maioria das pessoas no mundo, o porquê de tanto egocentrismo, o motivo de se contentarem em ser tão pouco (não do ponto de vista material, mas sim cultural).
Perguntas que tanta gente já deve ter feito e que talvez ainda não tenham resposta.
Enquanto isso, vou vivendo aqui do meu jeitinho torto tentando deixar minha marca nesse mundo que tanto me intriga.
2 comentários:
"É nos livros, nas músicas, na natureza e nos gestos de algumas raras pessoas que me encontro, me entendo, me identifico."
É o jeito né Ká... mundinho ruim esse... hehe
Ruim demais... eu já cansei de tentar entender e explicar... até pq, isso não tem como fazer.
Se ver em um mundo o qual não te faz par, irônico, mas real. :/
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