Definitivamente não sei, pela milésima vez eu não sei, não sei como começar esse texto, não sei o que vou dizer no transcorrer das linhas, as coisas estão para além da confusão, é como se tudo me transmitisse um pavor imenso ou uma vontade de desistir, se bem que não insisto, cansei.
E abandonar faz tão bem, chega até a tornar-se bonito, pena que eu NUNCA consigo me desprender das raízes, quando eu dou uma resposta ela vale enquanto eu viver, e esse tipo de compromisso é triste, não se permitir à mudança.
Eu já disse que gosto desse exercício aqui, tentar enumear as angústias, dissecar o caos, é divertido.Eu queria sair correndo, andar tanto até cansar, ser atropelada e sangrar semanas numa rua deserta, expandir a bolha ou fazer qualquer coisa que lembre liberdade, no entanto é tudo perigoso, é risco e eu não quero, mesmo que seja a morte não quero, perder o controle é o grande pesadelo.
Fico olhando para o revólver, esperando assassino adentrar o recinto, tocar na arma e atirar, a bala se aloja em mim, fico observando o sangue cair bonitinho, forma até uns desenhos, apenas observo sem me mover, apenas enxergo sem opinar.
Adoro citações porque elas dizem de forma polida aquilo que eu tento dizer de maneira rude, gosto das palavras emprestadas e que me colocam numa posição superior, é a solidariedade ou apenas uma dependência permitida e, sobretudo alimentada com pequenos restos do sangue no meio do pão, sangue feito molho nas carnes.
Acho que ultimamente ando muito mórbida, agora grafo sem pensar, digito uma palavra para que ela fique sobreposta. O vocabulário destrói os meus desejos, e sonhar ainda é de graça, então aproveito.
Um comentário:
Também nunca sei o que escrver... dexo fluir hehe... parece que somos verborrágicos =//
Morbidez é tão legal *-*
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