quinta-feira, 2 de abril de 2009

De dentro pra fora.

O despedaçado foi colado e está bem guardado.
Pelas ranhuras, talvez se fizessem goteiras. Por isso, não encho. Reservo para mais tarde.O murcho hidratou. De tanto inspirar e expirar, agora assim o faz involuntariamente. A tonalidade é de uma nuance quente, fluorescente e viva.
Mas tudo dentro, bem guardado. Meu amor forte, grande e inteiro. Todo meu, só meu - e do que é já sólido. Amor dos amigos, da família. O amor aos cães – tão fáceis e sem pudores –, o amor ao dia, ao vento, aos abraços. Amor à música que enche o quarto e que sabe conversar com meu eu calado.
Estar inteiro mesmo nos picos baixos de humor. Amo o mau-humor que não é tristeza, o bom-humor que vem de dentro, lá de dentro. Êxito de abrir o cadeado do egoísmo.
Fotografando fora de mim, olhando fora de mim.Em sendo incompletos, sentir-se completo é, no mínimo, reconfortante.

Um comentário:

Guii disse...

"Estar inteiro mesmo nos picos baixos de humor. Amo o mau-humor que não é tristeza, o bom-humor que vem de dentro, lá de dentro. Êxito de abrir o cadeado do egoísmo.
Fotografando fora de mim, olhando fora de mim.Em sendo incompletos, sentir-se completo é, no mínimo, reconfortante. "

Perfeito... *-*